Mundo
Violência contra a mulher: por que o posicionamento dos homens é urgente
O silêncio masculino diante do aumento da violência também é parte do problema
Por Redação LuandêFM ·

A violência contra a mulher é uma realidade persistente em Sergipe, no Brasil e no mundo. Nos últimos dois meses, casos chocantes registrados em diferentes municípios sergipanos voltaram a expor a gravidade de um problema que se repete quase diariamente, principalmente por meio da violência doméstica, segundo dados divulgados pelas forças de segurança.
Os números não são apenas estatísticas. Eles revelam um problema estrutural e contínuo, que atinge, sobretudo, o ambiente doméstico onde muitas mulheres sofrem em silêncio, ameaçadas, controladas e violentadas por quem deveria protegê-las.
As forças de segurança e as autoridades têm se posicionado, a imprensa tem denunciado e campanhas têm sido realizadas. Ainda assim, uma pergunta precisa ser feita com urgência: onde estão os homens nesse debate?
A violência contra a mulher não começa no tapa. Ela se inicia no controle, no ciúme excessivo, na ideia de posse, na tentativa de silenciar, diminuir e dominar. Quando um homem acredita que pode decidir sobre a vida de uma mulher, o caminho para a agressão já está aberto. E quando outros homens se calam, esse comportamento se fortalece.
Por isso, o posicionamento masculino é urgente e indispensável. Homens precisam falar com homens. Precisam alertar que agressividade não é amor, que controle não é cuidado e que respeito não é opção é obrigação. O papel do homem não é se sobrepor à mulher, nem se colocar como superior, mas caminhar ao lado, com igualdade e responsabilidade.
Enquanto, na maioria das vezes, apenas as mulheres se posicionarem, a violência continuará encontrando espaço. O enfrentamento real acontece quando os homens assumem seu papel, rompem com comportamentos abusivos e influenciam outros homens a fazerem o mesmo.
Posicionar-se salva vidas !