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União Europeia suspende compra de carnes e outros produtos animais do Brasil

Decisão entra em vigor em setembro e atinge exportações de carne, ovos, mel, peixes e animais vivos destinados à produção de alimentos

Por Jornalista Isabela Oliveira ·

Imagem Reprodução/internet
Imagem Reprodução/internet

A União Europeia anunciou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar alguns produtos de origem animal para os países do bloco. A decisão foi oficializada nesta terça-feira, 12, e comunicada ao Ministério da Agricultura e Pecuária.

Com a nova determinação, o Brasil ficará impedido de exportar para a Europa itens como carnes bovina e de aves, peixes, ovos, mel, equinos e animais vivos destinados à produção de alimentos. As restrições passam a valer a partir de 3 de setembro.

De acordo com autoridades europeias, o motivo da suspensão está relacionado à falta de garantias consideradas adequadas sobre o controle do uso de antimicrobianos na criação animal no país. A UE afirma que as informações apresentadas pelo Brasil não atendem às exigências sanitárias do bloco, especialmente nas regras voltadas à redução do uso de antibióticos na pecuária e ao combate à resistência antimicrobiana.

Apesar da medida, a União Europeia informou que o Brasil poderá recuperar a autorização de exportação caso apresente novas garantias sanitárias dentro dos padrões exigidos pelos europeus.

A lista de países habilitados para exportação ao bloco foi consolidada em 2024 e segue incluindo nações como México, Argentina e Colômbia, que continuam aptas a comercializar esses produtos com a Europa.

A decisão ocorre em um momento sensível nas relações comerciais entre o Mercosul e a União Europeia, após o início da aplicação provisória do acordo de livre comércio entre os blocos, em 1º de maio. Nos bastidores, a medida também é vista como uma sinalização política para produtores rurais europeus que demonstram preocupação com o aumento da concorrência internacional.