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TRF mantém condenações de Sukita e Silvany por irregularidades na gestão de Capela

Decisão destaca movimentações financeiras suspeitas e ocultação de bens; condenados alegam perseguição política e devem recorrer

Por Redação LuandêFM ·

TRF mantém condenações de Sukita e Silvany por irregularidades na gestão de Capela

A Primeira Turma do TRF-5 decidiu, nesta quarta-feira (3), confirmar as condenações do ex-prefeito de Capela Manoel Sukita e da ex-secretária Silvany Mamlak por irregularidades cometidas entre 2007 e 2012, período em que Sukita esteve à frente da prefeitura.

Durante o julgamento, os desembargadores ressaltaram que o processo reúne provas de um esquema que envolvia saques volumosos de recursos públicos, depósitos fracionados em sequência e utilização de contas sem registro contábil, além de movimentações consideradas incompatíveis com a renda dos envolvidos. O tribunal também citou estratégias de ocultação de patrimônio com auxílio de empresas e terceiros.

Penas redefinidas pelo tribunal

A pena de Sukita foi revisada para 9 anos, 4 meses e 15 dias de prisão, com 235 dias-multa, em regime fechado.

Silvany recebeu pena de 4 anos e 9 meses em regime semiaberto embora tenha sido absolvida da acusação de lavagem de dinheiro, a corte confirmou participação dela na criação de empresas voltadas à ocultação de bens.

Outros envolvidos também foram condenados:

  • José Edivaldo dos Santos, ex-secretário de Finanças, cumprirá 7 anos e 11 meses em regime semiaberto;

  • Clara Miranir, irmã de Sukita, recebeu a mesma pena por ocultação patrimonial.

Todos os réus ainda podem recorrer.

Posicionamentos da defesa

Após a decisão, Sukita classificou o resultado como uma manobra política e afirmou que o caso busca desviar o debate sobre a atual situação de Capela. Ele disse acreditar que provará sua inocência nas próximas instâncias.

A defesa de Silvany, por sua vez, divulgou nota destacando que a decisão teria reduzido significativamente as acusações inicialmente apresentadas pelo Ministério Público Federal. Segundo a equipe jurídica, o tribunal reconheceu que os valores movimentados pela ex-secretária estavam compatíveis com sua remuneração na época. A defesa informou que também entrará com recurso.