Sergipe
Sergipe tem o maior percentual de domicílios com mães solo do país, aponta IBGE
Estado concentra 17,3% dos lares chefiados por mulheres que criam filhos sem cônjuge, segundo o Censo 2022
Por Redação LuandêFM ·

Sergipe lidera o ranking nacional de domicílios com mães solo, de acordo com dados do Censo Demográfico 2022, divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao todo, o estado possui cerca de 109 mil mães solo, configuração familiar presente em 17,3% dos domicílios sergipanos, o maior percentual do país.
Segundo o IBGE, são consideradas mães solo as mulheres que vivem com os filhos sem a presença de cônjuge ou de outros parentes no domicílio. O levantamento evidencia mudanças significativas na composição das famílias ao longo dos últimos anos.
A outra forma de família monoparental homens sem cônjuge vivendo com filhos também apresentou crescimento em Sergipe, passando de 1,6% em 2010 para 1,9% em 2022.
O Censo 2022 mostrou ainda uma redução no número de domicílios compostos por casais com filhos, que passaram de 50,79% em 2010 para 42% em 2022. Em contrapartida, aumentou o percentual de casais sem filhos, que subiu de 14,6% para 20,8% no mesmo período.
Os dados reforçam uma tendência nacional de diversificação dos arranjos familiares e de diminuição do modelo tradicional de casal com filhos.
Em relação ao estado civil e às formas de união, o levantamento aponta que 51,23% da população sergipana não vivia em união em 2022, colocando Sergipe como o terceiro estado do Nordeste com maior percentual de pessoas solteiras.
Entre os casais que viviam em união, 26,1% eram casados no civil e religioso, número inferior ao registrado em 2010 (29,8%) e também abaixo da média nacional em 2022, que foi de 37,9%. Já a união consensual apresentou crescimento, passando de 49,4% para 52,5% no estado.
Os dados do IBGE revelam transformações sociais importantes e reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas especialmente às famílias monoparentais, em especial às mães solo, que representam uma parcela expressiva da população sergipana.