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Senadores defendem diálogo com EUA antes de eventual aplicação da Lei da Reciprocidade

Parlamentares avaliam que negociações devem ser priorizadas antes de qualquer medida de retaliação ao novo pacote tarifário anunciado pelos Estados Unidos.

Por Jornalista Isabela Oliveira ·

Imagem Reprodução/internet
Imagem Reprodução/internet

Senadores de diferentes partidos têm defendido que o Brasil esgote as alternativas de negociação com os Estados Unidos antes de recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica como resposta ao novo tarifaço anunciado pelo governo norte-americano. A posição foi manifestada após a proposta de uma sobretaxa de 25% sobre determinados produtos brasileiros exportados para o mercado dos EUA.

A avaliação predominante no Senado é de que o momento exige cautela e diálogo diplomático para evitar o agravamento das tensões comerciais entre os dois países. Parlamentares também defendem a realização de debates com representantes dos setores econômicos que poderão ser diretamente afetados pela medida.

Entre os defensores dessa estratégia está o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad, que considera a Lei da Reciprocidade um instrumento legítimo, mas entende que sua aplicação deve ocorrer apenas após o esgotamento das tentativas de entendimento entre os governos. Segundo ele, uma resposta precipitada pode ampliar os impactos econômicos e prejudicar empresas, trabalhadores e consumidores brasileiros.

A Lei da Reciprocidade permite ao Brasil adotar contramedidas comerciais contra países que imponham barreiras consideradas prejudiciais aos interesses nacionais. Apesar disso, a maioria dos parlamentares envolvidos na discussão avalia que o instrumento deve ser utilizado como último recurso, caso as negociações não avancem.

Enquanto o governo acompanha os desdobramentos da proposta norte-americana, o Congresso Nacional mantém o foco na construção de uma solução negociada, buscando minimizar os impactos sobre as exportações brasileiras e preservar as relações comerciais entre os dois países.