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Sergipe

Segundo o LIRAa, sete municípios sergipanos estão em situação de alto risco para infestação do mosquito Aedes aegypti

Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde aponta aumento dos índices e reforça alerta para prevenção contra dengue, zika e chikungunya

Por Jornalista Isabela Oliveira ·

Imagem SES
Imagem SES

O terceiro Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026 apontou que sete municípios sergipanos estão em situação de alto risco para infestação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (25) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).

De acordo com o levantamento, os municípios que apresentaram índices acima de 4,0 considerado alto risco pelo Ministério da Saúde são: Frei Paulo (10,1), Nossa Senhora da Glória (7,0), Areia Branca (5,6), Simão Dias (5,2), Itabaiana (4,9), Ribeirópolis (4,8) e Riachão do Dantas (4,7).

Ao todo, 48 municípios foram classificados em médio risco, 19 em situação satisfatória e um município não realizou o levantamento.

O LIRAa é um instrumento utilizado para medir a presença do mosquito nas localidades e orientar ações de combate. O índice é considerado satisfatório quando varia entre 0 e 0,9; médio risco entre 1,0 e 3,9; e alto risco acima de 4,0.

Segundo a gerente de Endemias da SES, Sidney Sá, o levantamento ajuda a direcionar estratégias mais eficientes de controle. “O levantamento permite identificar as áreas com maior infestação do mosquito dentro de cada município, possibilitando ações mais direcionadas, tanto no controle do vetor quanto na assistência à população”, afirmou.

A SES destacou ainda que fatores climáticos podem ter contribuído para o aumento dos índices, como o início antecipado do período chuvoso e as altas temperaturas, que favorecem a proliferação do mosquito.

Entre as principais medidas de prevenção estão a eliminação de recipientes que acumulam água, como pneus, vasos de plantas e caixas d’água destampadas.

A secretaria reforça que o uso do carro fumacê é uma ação complementar e não substitui os cuidados dentro das residências. Em caso de sintomas como febre, dor de cabeça e dores no corpo, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e evitar a automedicação, especialmente com medicamentos à base de ácido acetilsalicílico e anti-inflamatórios, que podem agravar casos de dengue.