Política
Romeu Zema oficializa candidatura à Presidência da República em convenção do Novo
Ex-governador de Minas Gerais será confirmado como candidato do partido em evento realizado em Brasília e fará sua primeira disputa pelo Palácio do Planalto.
Por Jornalista Isabela Oliveira ·

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), terá sua candidatura à Presidência da República oficializada nesta segunda-feira (27), durante a convenção nacional do partido, realizada em Brasília. Esta será a primeira vez que o empresário disputará o Palácio do Planalto, após cumprir dois mandatos consecutivos no comando do governo mineiro.
Natural de Araxá (MG), Zema tem 61 anos e é graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Antes de ingressar na política, construiu sua trajetória no Grupo Zema, empresa da família com atuação nos setores de varejo, combustíveis, concessionárias e serviços financeiros, onde ocupou cargos de gestão por quase três décadas.
Ele entrou para a política em 2018, ao se filiar ao Partido Novo. Naquele mesmo ano, foi eleito governador de Minas Gerais, derrotando nomes tradicionais da política estadual, como Fernando Pimentel (PT) e Antonio Anastasia (PSDB), mesmo sem experiência anterior em cargos eletivos.
Durante sua gestão, priorizou medidas voltadas ao equilíbrio das contas públicas, redução de gastos, diminuição da estrutura administrativa e defesa de privatizações.
Reeleito em 2022, Zema passou a ampliar sua atuação no cenário nacional e intensificou viagens pelo país com foco na disputa presidencial de 2026. O pré-candidato busca consolidar sua imagem como uma alternativa à polarização entre PT e PL.
Apesar de ter apoiado Jair Bolsonaro nas eleições de 2018 e 2022, Zema tem adotado um posicionamento mais independente em relação ao grupo político do ex-presidente. Em maio, ao comentar as revelações envolvendo a negociação de R$ 134 milhões entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), classificou o episódio como “um tapa na cara do brasileiro” e afirmou que as justificativas apresentadas pelo parlamentar não foram suficientes para esclarecer o caso.
Com informações da CNN Brasil.