Política
Rodrigo Valadares critica prisão de Bolsonaro e acusa STF de perseguição política
Parlamentar afirma que a prisão representa “um dos maiores atos de injustiça e perseguição política já vistos no Brasil”.
Por Redação LuandêFM ·

O deputado federal Rodrigo Valadares (União Brasil) voltou a se posicionar contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada na madrugada do último sábado (22), e publicou dois vídeos , um deles em inglês , para denunciar o que chamou de “um dos maiores atos de injustiça e perseguição política já vistos no Brasil”.
Segundo Valadares, a prisão representa um ataque direto às liberdades religiosas e políticas do país. Em um dos vídeos, o parlamentar questiona a motivação que levou à decisão judicial. “Imagine ser preso porque seu filho convocou uma oração pela sua saúde e liberdade. Em que país isso aconteceria? Na Coreia do Norte? Em um regime radical? Não. Aconteceu no Brasil, onde 90% da população é cristã”, afirmou.
A crítica se refere à postagem feita por Flávio Bolsonaro, que convidou apoiadores para uma oração em frente ao condomínio onde o ex-presidente mora, em Brasília, às 7h da manhã do dia 22 de novembro. “Era apenas uma oração a Jesus, em um país cristão”, repetiu.
Rodrigo Valadares também questionou os fundamentos jurídicos da decisão do ministro Alexandre de Moraes, que apontou violação da tornozeleira eletrônica e risco de fuga em razão da proximidade da residência de Bolsonaro com embaixadas estrangeiras. Para o deputado, os argumentos são “absurdos, frágeis e politicamente motivados”.
Ele criticou ainda o fato de a defesa não ter sido ouvida previamente sobre as supostas falhas no equipamento. “No Estado Democrático de Direito, se uma tornozeleira apresenta problema, a regra é intimar o réu e ouvir a defesa. Nunca uma acusação unilateral poderia justificar uma prisão preventiva”, disse. Valadares classificou como “cinematográfica” a ideia de que Bolsonaro tentaria fugir. “Ninguém remove tornozeleira 24 horas antes de uma suposta fuga. Isso não faz sentido”, acrescentou.