Portal Luandê Notícias

Nacional

Receita Federal intercepta carga de madeira com possível recorde de cocaína na fronteira com a Bolívia

Estimativa aponta que até 50 toneladas da droga estavam ocultas em carregamentos de madeira; volume pode representar a maior apreensão já registrada no Brasil.

Por Jornalista Isabela Oliveira ·

Imagem Reprodução/internet
Imagem Reprodução/internet

Uma operação da Receita Federal realizada na região de fronteira entre o Brasil e a Bolívia resultou na apreensão de uma carga que pode se tornar a maior já registrada no país em volume de cocaína.

Ao todo, oito caminhões que transportavam cerca de 260 toneladas de madeira foram interceptados pelas autoridades. Quatro veículos foram abordados em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e outros quatro em Cáceres, no Mato Grosso, durante ações de fiscalização.

De acordo com informações da Receita Federal, a cocaína estava diluída e impregnada na madeira, uma estratégia utilizada por organizações criminosas para tentar driblar os mecanismos de controle em fronteiras e portos. As estimativas iniciais apontam que aproximadamente 20% da carga estaria contaminada, o que pode representar cerca de 50 toneladas da droga.

Caso a quantidade seja confirmada após a perícia, a apreensão ultrapassará todos os recordes anteriores registrados no Brasil e poderá figurar entre as maiores já realizadas no mundo.

A investigação aponta que a carga teve origem na Bolívia. Segundo as autoridades, o método de ocultação empregado já é conhecido pelos órgãos de combate ao tráfico internacional, que monitoram rotas e técnicas usadas para transportar entorpecentes de forma disfarçada.

A operação contou com a atuação conjunta da Receita Federal, Polícia Federal, Exército Brasileiro e órgãos de segurança da Bolívia e dos Estados Unidos.

Em publicação nas redes sociais, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, destacou que a ação demonstra o fortalecimento do combate ao crime organizado e ao tráfico internacional de drogas.

Após a apreensão, a Polícia Federal assumiu a responsabilidade pela guarda do material e dará sequência às investigações para identificar os envolvidos e o destino da carga. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre prisões relacionadas ao caso.