Policial
Polícia investiga falso médico após morte de paciente em Umbaúba
Homem utilizava CRM pertencente ao irmão e atendia em clínica 24 horas; laudo do IML deve esclarecer se houve relação entre a atuação irregular e o óbito da paciente
Por Jornalista Isabela Oliveira ·

A Polícia Civil de Sergipe investiga a atuação de um homem que se apresentava como médico em uma clínica 24 horas no município de Umbaúba, no sul do estado. O caso veio à tona após a morte de uma paciente atendida na unidade de saúde na noite da última quarta-feira (data a confirmar).
De acordo com informações repassadas pela delegacia de Estância , a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de tumulto na clínica após o registro do óbito da paciente.
Diante da gravidade da situação, o caso foi encaminhado para a Delegacia Regional de Estância, onde foram iniciadas as primeiras diligências e colhidos depoimentos de testemunhas e policiais militares que atenderam a ocorrência.
Durante a apuração inicial, os investigadores constataram que o suposto médico não possuía registro profissional válido para exercer a medicina no Brasil. Segundo a polícia, ele teria utilizado o número de CRM pertencente ao próprio irmão para atuar na unidade de saúde.
Ainda conforme as investigações, o homem concluiu o curso de Medicina fora do país, mas não possuía a autorização exigida pelos órgãos competentes para exercer a profissão em território nacional.
O suspeito compareceu à delegacia acompanhado de dois advogados e prestou depoimento sobre os fatos. A Polícia Civil instaurou procedimento investigativo para apurar detalhadamente as circunstâncias do caso e verificar possíveis responsabilidades criminais.
O laudo pericial deverá indicar a causa da morte e apontar se houve alguma relação entre o atendimento prestado e o óbito. O resultado da perícia será fundamental para esclarecer se a morte ocorreu por causas naturais ou se houve eventual falha técnica, procedimento inadequado ou outra conduta que possa ter contribuído para o desfecho.
A Polícia Civil segue investigando o caso. Dependendo da conclusão dos laudos e das diligências em andamento, o suspeito poderá responder por crimes relacionados ao exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica, uso indevido de documento profissional e outros delitos que venham a ser identificados durante a investigação.
As autoridades reforçam que o caso ainda está em fase de apuração e que novas informações deverão ser divulgadas à medida que o inquérito avançar.