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Polícia Civil de Sergipe realiza operação no Ceará contra grupo suspeito de furtos em agências bancárias

Investigação aponta que associação criminosa atuava em diversos estados do Nordeste aplicando golpes em caixas eletrônicos; um suspeito foi preso e outro continua foragido

Por Jornalista Isabela Oliveira ·

Imagem SSP SE
Imagem SSP SE

A Polícia Civil de Sergipe deflagrou uma operação interestadual para combater uma associação criminosa investigada por furtos qualificados e fraudes em agências bancárias. A ação foi realizada na última quarta-feira (8), no município de Novo Oriente, no Ceará, e contou com a atuação da Delegacia de Aquidabã, da Delegacia de Neópolis e da Polícia Civil cearense.

Ao todo, foram cumpridos oito mandados judiciais, sendo seis de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. Um dos investigados foi localizado e preso, enquanto o outro permanece foragido.

As investigações começaram após um furto registrado em janeiro deste ano, no município de Capela, em Sergipe. Durante as apurações, a polícia identificou que o grupo, com base no interior do Ceará, se deslocava para diferentes cidades do Nordeste para cometer os crimes e retornava ao estado de origem após as ações. Em Sergipe, também foram identificadas ocorrências em Nossa Senhora das Dores e em Aracaju.

Segundo o delegado Ruidiney Nunes, os suspeitos possuem um extenso histórico criminal. De acordo com ele, os integrantes da associação atuam há cerca de duas décadas nesse tipo de crime e já foram presos e processados em diversos estados da região.

Conforme a investigação, os criminosos escolhiam agências bancárias com menor movimentação e instalavam dispositivos nos caixas eletrônicos para prender os cartões dos clientes. Em seguida, fixavam adesivos falsificados com números de telefone que simulavam os canais oficiais de atendimento dos bancos.

Ao perceber que o cartão havia ficado retido, a vítima era induzida a ligar para o número indicado. Durante a ligação, um integrante do grupo se passava por funcionário da instituição financeira e solicitava informações pessoais e a senha bancária. Enquanto isso, outros comparsas retiravam o cartão verdadeiro do terminal e o substituíam por outro semelhante, sem que o cliente percebesse.

Com o cartão e a senha da vítima, os suspeitos realizavam saques e transferências, geralmente em cidades vizinhas, dificultando o rastreamento das operações.

As investigações continuam para localizar o segundo alvo da operação e identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.

A Polícia Civil reforça a orientação para que clientes de instituições financeiras não aceitem ajuda de desconhecidos em caixas eletrônicos e nunca forneçam senhas ou dados bancários por telefone, mesmo quando o contato aparentar ser feito por representantes do banco.