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PF investiga possível esquema financeiro ligado a resort associado a familiares de Dias Toffoli

Apurações envolvem fundos de investimento conectados ao Banco Master e podem chegar ao Supremo Tribunal Federal caso surjam indícios contra o ministro

Por Redação LuandêFM ·

PF investiga possível esquema financeiro ligado a resort associado a familiares de Dias Toffoli

A Polícia Federal iniciou uma investigação para apurar possíveis irregularidades financeiras relacionadas a fundos de investimento ligados ao resort Tayayá. O empreendimento esteve conectado a familiares do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, que anteriormente participaram do negócio por meio da empresa Maridt.

Segundo informações da apuração, os investigadores pretendem aprofundar o rastreamento de movimentações financeiras suspeitas por meio da quebra de sigilos de fundos que possuem relação direta com o Banco Master e também vínculos indiretos com o resort. A PF também deverá solicitar ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras relatórios de inteligência financeira que possam indicar transações consideradas fora do padrão.

Entre os principais focos da investigação está o fundo Arleen. Ele aparece entre os veículos de investimento utilizados pelo Banco Master em operações que estão sendo analisadas no âmbito de suspeitas de fraudes. Esse mesmo fundo foi responsável por adquirir a participação societária de familiares do ministro no resort Tayayá.

As conexões financeiras, segundo os investigadores, não param nesse ponto. O fundo Arleen possui como cotista o fundo Leal. Entre os investidores deste segundo fundo está o advogado Fabiano Zettel, identificado como cunhado de Daniel Vorcaro.

Mesmo diante dessas conexões, o ministro Dias Toffoli não pode ser investigado diretamente pela Polícia Federal devido ao foro especial garantido aos integrantes do Supremo Tribunal Federal. Caso a investigação identifique elementos que indiquem eventual envolvimento do magistrado, o procedimento deverá ser encaminhado ao próprio STF.

Nessa situação, um relatório com os achados da Polícia Federal deverá ser enviado ao ministro André Mendonça, responsável atualmente pela relatoria dos inquéritos relacionados ao Banco Master no Supremo. Caberá então ao tribunal decidir sobre a abertura formal de investigação, processo que ocorre com acompanhamento da Procuradoria-Geral da República.

Dias Toffoli deixou a relatoria das investigações relacionadas ao Banco Master em fevereiro deste ano. A saída ocorreu após questionamentos sobre sua possível suspeição no caso, devido a relações familiares com pessoas citadas na apuração. O pedido de suspeição chegou a ser apresentado, mas acabou sendo posteriormente arquivado.

As investigações seguem em andamento e buscam esclarecer se houve utilização de fundos de investimento para operações financeiras irregulares envolvendo o empreendimento turístico e agentes ligados ao sistema financeiro.