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PF e MPBA realizam operação contra organização criminosa e bloqueiam quase R$ 100 milhões na Bahia

Investigação aponta atuação de grupo criminoso há mais de dez anos em Porto Seguro; Justiça determinou bloqueio de R$ 97,7 milhões e suspensão de seis empresas suspeitas.

Por Jornalista Isabela Oliveira ·

Imagem PF
Imagem PF

A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público da Bahia, deflagrou na manhã desta quarta-feira (17) a Operação Conexão Perigosa, voltada ao combate de uma organização criminosa com atuação no município de Porto Seguro, no Extremo Sul baiano.

Durante a operação, foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de aproximadamente R$ 97,7 milhões em bens e ativos financeiros ligados aos investigados. Também foi determinada pela Justiça a suspensão das atividades de seis empresas suspeitas de serem utilizadas para movimentação e ocultação de recursos ilícitos.

Segundo as investigações, o grupo criminoso exercia influência em comunidades da região por meio de intimidação, ameaças e violência, além de atuar em ataques contra serviços e estruturas essenciais. A organização é suspeita de movimentar valores provenientes principalmente do tráfico de drogas, utilizando um complexo esquema de lavagem de dinheiro.

As apurações apontam que os recursos eram inseridos no sistema financeiro por meio de depósitos fracionados, transferidos entre contas de terceiros para dificultar o rastreamento e, posteriormente, reinvestidos em empresas que davam aparência legal ao patrimônio adquirido.

A PF informou ainda que o principal líder do grupo mantinha contato frequente com pelo menos três agentes políticos de Porto Seguro. A organização estaria em atividade há cerca de uma década na região.

As investigações continuam para identificar possíveis novos envolvidos e aprofundar a apuração sobre a rede de apoio ao esquema criminoso. Os suspeitos poderão responder por diversos crimes e, em caso de condenação, as penas somadas podem ultrapassar 50 anos de prisão.

A ação foi autorizada pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Porto Seguro.