Policial
PF deflagra operação contra fraudes em benefícios assistenciais no interior da Bahia
Mandados de busca e apreensão são cumpridos em Irará,grupo usava documentos falsos para manter benefícios irregulares há mais de 15 anos
Por Redação LuandêFM ·

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (10), a Operação TDI, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa que atuava na obtenção fraudulenta de benefícios assistenciais a idosos no interior da Bahia. A ação foi realizada em conjunto com a Coordenação-Geral de Inteligência do Ministério da Previdência Social.
As investigações começaram após a identificação de um grupo de pessoas fictícias que apareciam como titulares de benefícios do INSS. Algumas delas recebiam proventos irregulares há mais de 15 anos.
Segundo a PF, documentos de identidade utilizados para habilitação dos benefícios eram falsos e não constavam nos registros do Instituto de Identificação da Bahia. Além disso, foi constatado que os beneficiários possuíam diversas identidades falsas, ampliando as possibilidades de concessão fraudulenta.
Duas pessoas foram identificadas como responsáveis pelo esquema. Elas cadastravam-se como procuradoras dos falsos beneficiários e tinham autorização para movimentar contas bancárias sem a presença dos supostos titulares. As procuradoras apresentavam ao INSS atestados médicos falsos indicando que os beneficiários não tinham condições de comparecer às agências.
Os policiais federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão em Irará (BA), visando reunir provas como documentos, mídias e objetos relacionados à prática criminosa. Os envolvidos deverão responder por estelionato qualificado e associação criminosa, cujas penas somadas podem chegar a 10 anos de prisão.
De acordo com os cálculos da Polícia Federal e do Ministério da Previdência Social, o prejuízo causado pelos pagamentos irregulares investigados chega a quase R$ 2 milhões. A atuação preventiva da inteligência previdenciária impediu um prejuízo adicional estimado em R$ 1,3 milhão.
O nome da operação, TDI, faz referência ao Transtorno Dissociativo de Identidade, já que uma mesma pessoa assumia múltiplas identidades falsas para manter diversos benefícios ativos simultaneamente.