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Pai de Henry Borel recorre à Justiça e pede anulação do julgamento que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros

Defesa da família aponta contradições na decisão dos jurados e solicita a realização de um novo júri popular

Por Jornalista Isabela Oliveira ·

Imagem Reprodução/internet
Imagem Reprodução/internet

Leniel Borel, pai do menino Henry Borel, protocolou nesta segunda-feira (8) um recurso na Justiça pedindo a anulação do julgamento que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe da criança. O julgamento, encerrado na última quinta-feira (4), durou 11 dias e entrou para a história como o mais longo já realizado pelo Judiciário do Rio de Janeiro.

No recurso apresentado pela assistência de acusação, a defesa sustenta que houve inconsistências na formulação dos quesitos submetidos aos jurados, o que teria comprometido o resultado final do julgamento.

Segundo o advogado Cristiano da Rocha Medina, representante de Leniel Borel, o Conselho de Sentença reconheceu a existência do crime e a participação de Monique Medeiros, além de rejeitar a tese de absolvição apresentada pela defesa. No entanto, respostas dadas em etapas posteriores da votação teriam levado à concessão do perdão judicial, gerando uma suposta contradição no veredicto.

De acordo com a argumentação apresentada, os quesitos perguntas feitas pelo juiz aos jurados para orientar a votação secreta sobre os pontos centrais do processo teriam sido formulados de maneira que dificultou a correta interpretação da decisão do Conselho de Sentença.

A assistência de acusação afirma que os chamados “vícios insanáveis” na condução do julgamento impedem a identificação clara da vontade dos jurados. Por esse motivo, o recurso solicita que a decisão seja anulada e que um novo júri popular seja realizado.

O caso Henry Borel ganhou repercussão nacional desde a morte do menino, em 2021, e continua sendo acompanhado de perto pela sociedade e pelos órgãos de Justiça. Agora, caberá ao Tribunal analisar o pedido apresentado pela defesa de Leniel Borel e decidir se o julgamento será mantido ou se haverá a convocação de um novo júri.