Policial
Operação “Falso Advogado” prende quatro suspeitos por golpe cibernético em SP e CE
Ação conjunta da Polícia Civil desarticula núcleo interestadual responsável por extorquir vítimas com falsas promessas de indenização judicial
Por Redação LuandêFM ·

A Polícia Civil de Sergipe, por meio da Divisão de Repressão a Crimes Cibernéticos e do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), deflagrou nesta quarta-feira, 26, a Operação Falso Advogado, que resultou na prisão de quatro investigados em Santos (SP) e na Região Metropolitana de Fortaleza (CE). A ação contou com apoio da Polícia Civil de São Paulo, da Polícia Civil do Ceará e da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol).
De acordo com as investigações, o grupo utilizava nomes e imagens reais de advogados e escritórios renomados para enganar vítimas em todo o país. Os criminosos entravam em contato através de aplicativos de mensagem, informando falsamente que as pessoas teriam direito a receber indenizações judiciais ou valores decorrentes de processos. Para liberar o suposto dinheiro, exigiam o pagamento de “taxas processuais”, “custas” ou “honorários”. Após receberem os valores, desapareciam.
A investigação teve início depois que uma das vítimas procurou a DRCC relatando ter transferido cerca de R$ 90 mil ao grupo. A partir desse caso, a polícia identificou a atuação estruturada da quadrilha, que operava de forma interestadual e possuía divisão de tarefas, desde o contato inicial até a coleta final dos valores.
A operação integra a terceira fase da Renorcrim, a Rede Nacional de Unidades Especializadas de combate às organizações criminosas. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, computadores e documentos que devem ajudar a identificar outras vítimas e possíveis integrantes do esquema.
A OAB/SE também participou das investigações, reforçando denúncias contra falsos escritórios de advocacia e colaborando com relatórios que subsidiaram a operação. Em Sergipe, a Ordem mantém uma comissão especial voltada ao enfrentamento de golpes que usam indevidamente dados de advogados.
A Polícia Civil alerta a população para que desconfie de qualquer contato que ofereça indenizações, precatórios ou valores judiciais mediante pagamento antecipado. Em caso de dúvida, a orientação é procurar diretamente o advogado responsável ou um órgão oficial para confirmar a veracidade das informações.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos e mapear a extensão dos prejuízos causados pelas fraudes.