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Operação em Sergipe e Mato Grosso mira esquema de lavagem de dinheiro e apreende Lamborghini de R$ 3,8 milhões

Ação policial investiga associação criminosa suspeita de movimentar milhões com uso de empresas de fachada e aquisição de bens de luxo

Por Jornalista Isabela Oliveira ·

Imagem Reprodução/internet
Imagem Reprodução/internet

Uma operação policial deflagrada na manhã desta quinta-feira (18) investiga uma associação criminosa suspeita de envolvimento com os crimes de lavagem de dinheiro, estelionato e falsidade ideológica em Sergipe e no estado de Mato Grosso.

A ação, que segue em andamento, cumpriu mandados judiciais de busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias, sequestro de bens de alto valor e retenção de passaportes dos principais investigados. As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Garantias de Aracaju.

Entre os principais focos da investigação está a aquisição de uma Lamborghini avaliada em cerca de R$ 3,8 milhões, apreendida na cidade de Cuiabá (MT). O veículo também era utilizado para ostentação em Estância, no sul de Sergipe, segundo a Polícia Civil.

De acordo com as investigações, o automóvel pertenceria a um dos integrantes do grupo, que possui dívidas judiciais superiores a R$ 4 milhões e utilizaria terceiros para ocultar patrimônio. A operação aponta ainda que o veículo foi transferido para uma empresa criada pouco antes da negociação, com indícios de ligação com pessoas investigadas por outros crimes.

As apurações revelam que um dos suspeitos, que declarava renda mensal de aproximadamente R$ 3 mil, teria movimentado mais de R$ 12,5 milhões em contas bancárias em um curto período. Ele também é apontado como responsável por repassar R$ 3,1 milhões diretamente ao vendedor do superesportivo.

Durante a investigação, a polícia identificou a existência de empresas de fachada utilizadas para movimentar valores milionários sem comprovação de atividade econômica real. Segundo os investigadores, o esquema teria sido estruturado para ocultar a origem dos recursos e dificultar o rastreamento financeiro.

A Polícia Civil também informou que foram apreendidos outros bens de luxo, incluindo um Camaro amarelo e uma caminhonete Dodge Ram. Além disso, imóveis foram bloqueados e contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo foram congeladas.

Os passaportes de dois dos principais investigados foram retidos como medida cautelar, diante do risco de fuga.

A operação foi coordenada pela Divisão de Narcóticos da Delegacia Regional de Estância, com apoio do Núcleo de Recuperação de Ativos (NRA), da Divisão de Inteligência Policial (Dipol), do Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri) e da Delegacia de Aquidabã.

As investigações continuam para análise do material apreendido e aprofundamento das diligências. O resultado final da operação deve ser divulgado após a conclusão das ações desta quinta-feira.