Policial
Operação “Diamante de Sangue” cumpre 22 mandados contra grupo que furtava joalherias em Sergipe
Organização criminosa com atuação em vários estados é suspeita de movimentar mais de R$ 5 milhões em atividades ilegais
Por Jornalista Isabela Oliveira ·

A Polícia Civil de Sergipe deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º), uma operação contra um grupo criminoso especializado em furtos a joalherias e outros delitos. A ação ocorreu em parceria com a Polícia Civil da Bahia e resultou no cumprimento de 22 mandados em Sergipe, sendo 19 de busca e apreensão e três de prisão.
Batizada de Operação Diamante de Sangue, a ofensiva aconteceu de forma simultânea em oito estados brasileiros e totalizou 83 ordens judiciais, incluindo prisões preventivas, apreensões e bloqueio de bens.
Durante a operação, foram apreendidos veículos, joias e quantias em dinheiro ligadas à organização. Um dos destaques foi o bloqueio de uma aeronave avaliada em cerca de R$ 800 mil, encontrada em uma pista clandestina. O equipamento, segundo as investigações, era utilizado tanto no transporte de drogas quanto no suporte logístico das atividades criminosas.
De acordo com a polícia, o grupo tinha atuação interestadual e provocou prejuízos milionários. Um dos casos investigados ocorreu no início de 2025, em Salvador, onde um furto a joalheria gerou perdas superiores a R$ 1 milhão. A estimativa é de que a organização tenha movimentado mais de R$ 5 milhões em atividades ilegais.
As investigações apontam que os criminosos possuíam uma estrutura organizada, com divisão de funções e planejamento detalhado. Nos furtos, eram feitos levantamentos prévios dos estabelecimentos, e os acessos aconteciam pelo teto dos imóveis. Para evitar a detecção, o grupo utilizava equipamentos capazes de neutralizar sistemas de alarme.
Além dos crimes patrimoniais, os suspeitos também são investigados por estelionatos, incluindo o chamado “golpe do aniversário”, aplicado em estados como Ceará e Paraíba. Nesse esquema, vítimas eram enganadas com a falsa entrega de presentes e tinham dados bancários capturados, possibilitando transações fraudulentas.
As autoridades também identificaram movimentações financeiras suspeitas entre os investigados, com uso de contas de terceiros para dificultar o rastreamento do dinheiro ilícito.
Em Sergipe, a operação contou com a participação de equipes especializadas da Polícia Civil, unidades do interior e apoio da Polícia Rodoviária Federal, além de forças de segurança de outros estados. As investigações continuam para identificar novos envolvidos e ampliar o alcance das ações judiciais.