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Operação da FICCO mira tráfico interestadual e lavagem de dinheiro; mandados são cumpridos em Tobias Barreto

Investigação aponta movimentação de R$ 32 milhões por organização criminosa que atuava em Sergipe e outros estados

Por Jornalista Isabela Oliveira ·

Imagem SECOM POLÍCIA
Imagem SECOM POLÍCIA

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Sergipe (FICCO/SE) deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), a Operação Indumentum II, com foco no combate ao tráfico interestadual de drogas e à lavagem de dinheiro. Entre as cidades onde houve cumprimento de mandados está Tobias Barreto, no centro-sul sergipano.

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de prisão temporária e 14 mandados de busca e apreensão em Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Paraíba e Alagoas. Em Sergipe, as ações ocorreram em Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros e Tobias Barreto.

De acordo com as investigações, o grupo criminoso era responsável pela distribuição de drogas, principalmente crack e maconha, em Nossa Senhora do Socorro e região. As apurações começaram em abril deste ano, após a primeira fase da operação identificar a atuação da organização.

A investigação também revelou indícios de lavagem de dinheiro por meio de contas bancárias de terceiros e depósitos fracionados, estratégia usada para dificultar o rastreamento dos recursos ilícitos. Um dos investigados apresentava patrimônio considerado incompatível com a renda declarada, incluindo imóvel em condomínio de alto padrão e veículos de luxo.

Segundo a FICCO/SE, a organização criminosa movimentou aproximadamente R$ 32 milhões entre os anos de 2021 e 2025.

Além das prisões e buscas, a Justiça autorizou o bloqueio de ativos financeiros e o sequestro de bens ligados aos investigados.

A operação contou com apoio do Departamento de Narcóticos da Polícia Civil (Denarc), do Batalhão de Operações Especiais (Bope), do 1º e 5º Batalhões da Polícia Militar e do Grupo Tático Operacional da Polícia Penal.

A FICCO/SE reúne integrantes da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Secretaria Nacional de Políticas Penais, atuando de forma integrada no enfrentamento ao crime organizado.