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OMS declara emergência internacional após avanço de surto de Ebola na África
Organização alerta para risco de disseminação internacional após aumento de casos e mortes em países africanos
Por Jornalista Isabela Oliveira ·

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública de interesse internacional após o avanço de um novo surto de Ebola em países da África Central, principalmente na República Democrática do Congo e em Uganda.
De acordo com autoridades de saúde, o surto já contabiliza centenas de casos suspeitos e dezenas de mortes, aumentando a preocupação internacional diante do risco de disseminação da doença para outros países.
Segundo a OMS, a cepa identificada é a Bundibugyo, considerada rara e sem vacinas específicas aprovadas até o momento, o que dificulta o controle da transmissão.
Os sintomas do Ebola podem surgir entre 2 e 21 dias após a infecção. Entre os principais sinais estão febre alta, cansaço extremo, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e diarreia, sintomas inicialmente semelhantes aos de uma gripe. Em casos mais graves, a doença pode provocar hemorragias internas e externas.
Este é o 17º surto de Ebola registrado na República Democrática do Congo desde 1976. O último havia sido encerrado oficialmente em dezembro do ano passado.
As autoridades de saúde intensificaram as ações de controle da doença, incluindo vigilância epidemiológica, realização de testes laboratoriais, rastreamento de contatos e implantação de equipes de emergência nas áreas afetadas.
Moradores das regiões atingidas relatam um cenário de medo e incerteza diante do aumento de mortes nos últimos dias.
“Todos os dias pessoas estão morrendo e isso já dura cerca de uma semana. Em um único dia, enterramos duas, três ou até mais pessoas. Neste momento, realmente não sabemos que tipo de doença é”, relatou um morador local à imprensa internacional.
Entre os fatores que agravaram o cenário estão a dificuldade no rastreamento de casos, a precariedade dos sistemas de saúde e os conflitos armados em algumas regiões afetadas.
Apesar do alerta global, a OMS informou que, até o momento, não há registros da doença fora da região africana afetada. No Brasil, nenhum caso foi confirmado.
As autoridades internacionais reforçam a importância da vigilância sanitária e do monitoramento em aeroportos e fronteiras para evitar a propagação do vírus.