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OAB repudia prisão de advogada em Goiás e aponta possível abuso de autoridade

Caso ocorreu em Pirenópolis e gerou reação de entidades jurídicas, que cobram apuração rigorosa

Por Jornalista Isabela Oliveira ·

Imagem Reprodução/internet
Imagem Reprodução/internet

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se manifestou contra a prisão da advogada Áricka Cunha, ocorrida nesta semana no município de Pirenópolis. A detenção, registrada na quarta-feira (15), teria sido motivada por uma suposta acusação de difamação contra um delegado.

Em nota pública, o presidente da OAB, Beto Simonetti, criticou a forma como a condução da advogada foi realizada. Segundo ele, a situação é incompatível com os princípios legais e pode configurar abuso de autoridade, além de violar prerrogativas garantidas à advocacia.

O posicionamento foi reforçado pelo presidente da seccional goiana da Ordem, Rafael Lara Martins, que acompanhou o caso e prestou assistência à profissional. Ele classificou a ação como arbitrária e destacou que a conduta da autoridade envolvida deve ser investigada. “A função pública exige responsabilidade e não pode ser utilizada para interesses pessoais”, afirmou.

De acordo com a advogada, a prisão aconteceu após ela divulgar que uma denúncia de difamação havia sido arquivada. Ela também afirmou que não pretende se calar diante do ocorrido.

Procurada, a polícia informou que o caso foi encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil de Goiás, que já iniciou os procedimentos para apurar os fatos. O processo segue sob análise e novas informações devem ser divulgadas após a conclusão das investigações.