Nacional
Moraes prorroga prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro
Decisão do STF mantém medida após defesa alegar continuidade do tratamento de saúde; restrições e visitas seguem inalteradas
Por Jornalista Isabela Oliveira ·

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu manter a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi assinada nesta sexta-feira (3), após a defesa solicitar a continuidade da medida em razão do estado de saúde do ex-chefe do Executivo.
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 27 de março, quando deixou o Hospital DF Star, em Brasília, após ser internado para tratamento de uma broncopneumonia bacteriana. O período inicial da medida era de 90 dias e terminou na última semana, mas foi prorrogado por determinação do ministro.
De acordo com a defesa, o ex-presidente voltou a apresentar crises de soluço nas últimas semanas, o que motivou um novo pedido para realização de exames médicos e para a manutenção da prisão domiciliar.
As visitas permaneceram restritas. Apenas familiares previamente autorizados, profissionais de saúde, prestadores de serviço, funcionários e integrantes da equipe de segurança puderam entrar no imóvel. Como residem na mesma casa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a filha Laura e uma sobrinha não precisaram de autorização judicial para permanecer no local.
Segundo a defesa, quase todos os filhos visitaram Bolsonaro durante o período, com exceção de Eduardo Bolsonaro, que permanece nos Estados Unidos.