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Ministério da Saúde interrompe vacinação contra dengue do Butantan após registros de eventos adversos graves

Aplicação do imunizante foi suspensa preventivamente enquanto autoridades investigam casos graves, incluindo duas mortes suspeitas

Por Jornalista Isabela Oliveira ·

Imagem Reprodução/internet
Imagem Reprodução/internet

O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da vacinação com o imunizante contra a dengue desenvolvido pelo Instituto Butantan. A medida entrou em vigor nesta segunda-feira (8) e tem caráter preventivo, diante da investigação de ocorrências graves registradas após a aplicação da vacina.

O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa realizada com a participação de representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Butantan. Segundo informações divulgadas pelo governo federal, aproximadamente 500 mil doses já foram aplicadas em todo o país.

De acordo com o balanço apresentado, foram registrados 42 relatos de possíveis reações adversas graves. Entre os casos investigados, três foram classificados como de maior gravidade, incluindo duas mortes que seguem sob análise das autoridades sanitárias.

Durante a coletiva, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que as investigações realizadas até o momento não apontaram evidências que comprovem uma relação direta entre a vacina e os casos registrados. Ainda assim, o governo optou por interromper temporariamente a campanha por precaução.

As apurações envolvem equipes de vigilância epidemiológica dos estados e municípios, além de especialistas da área da saúde. O objetivo é esclarecer se existe ou não vínculo entre a imunização e os eventos adversos observados.

Considerada um marco para a ciência brasileira, a vacina do Butantan é a primeira contra a dengue produzida integralmente no Brasil e também a primeira do mundo desenvolvida para aplicação em dose única. A estratégia de vacinação foi iniciada neste ano, com foco inicial em grupos prioritários, entre eles profissionais da saúde.

O Ministério da Saúde informou que continuará acompanhando todos os casos notificados e orientou que pessoas vacinadas nas últimas três semanas procurem uma unidade de saúde caso apresentem sintomas ou necessitem de avaliação médica. As investigações seguem em andamento e novas informações deverão ser divulgadas nos próximos dias.

Com informações G1