Política
Milei anuncia viagem ao Brasil para participar de evento e manifesta apoio a Flávio Bolsonaro
Presidente da Argentina diz que estará em São Paulo para a oficialização da pré-candidatura do senador e afirma que também pretende visitar Jair Bolsonaro em Brasília.
Por Jornalista Isabela Oliveira ·

O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou que viajará ao Brasil no próximo dia 25 de julho para participar da cerimônia de oficialização da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A declaração foi feita durante entrevista concedida à rádio NOW, na sexta-feira (10).
Segundo Milei, a agenda prevê sua participação no evento em São Paulo, além de uma visita a Brasília para encontrar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
Durante a entrevista, o presidente argentino também confirmou presença nas cerimônias de posse de dois líderes de direita na América do Sul: Keiko Fujimori, no Peru, e Abelardo de la Espriella, na Colômbia.
A relação entre Javier Milei e Flávio Bolsonaro ganhou destaque no fim de junho, quando o presidente argentino publicou uma foto ao lado do senador brasileiro durante uma visita de Flávio a Buenos Aires.
Na publicação, Milei escreveu a frase: “Vem aí a maré azul para o Brasil”, em referência ao avanço de lideranças conservadoras na América Latina.
Flávio Bolsonaro agradeceu a manifestação de apoio e afirmou que espera que a chamada “maré azul” se fortaleça em todo o continente.
O senador esteve na Argentina para participar da Latin America Chairmen’s Conference, evento promovido pela comunidade judaica. Durante o encontro, defendeu o crescimento da direita na América do Sul e criticou a política econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em seu discurso, Flávio afirmou que o Brasil poderá retomar uma relação mais próxima com a Argentina caso haja mudança no comando do país após as eleições presidenciais. Ele também declarou que os brasileiros observam as recentes vitórias da direita em países vizinhos com expectativa e disse acreditar que “em outubro, isso muda”.
Com informações do g1.