Cidades
Mais uma vez, problema que afeta diretamente a população é tratado pela gestão de Poço Verde como questão política
Pais seguem cobrando respostas após crianças e funcionários apresentarem sintomas de mal-estar; prefeitura afirma que não foram encontradas irregularidades na merenda escolar
Por Redação Luandê FM ·

Mais uma vez, um problema que afeta diretamente a população de Poço Verde é tratado pela gestão municipal como disputa política. Mas, para os pais que viram seus filhos passarem mal e precisarem de atendimento médico, a preocupação nunca foi política. A preocupação sempre foi a saúde das crianças.
O caso ganhou repercussão após várias crianças e até funcionários apresentarem sintomas de mal-estar no mesmo dia. Segundo relatos de pais e das próprias crianças, os sintomas teriam surgido após a ingestão da alimentação escolar.
A gestão municipal informou que a Vigilância Sanitária não identificou irregularidades na merenda. Em nenhum momento a imprensa apontou ou julgou a causa do problema. O trabalho jornalístico se limitou a ouvir as famílias, apresentar os fatos e acompanhar os desdobramentos do caso.
Mesmo após o posicionamento oficial, os pais seguem cobrando respostas e uma fiscalização mais rigorosa. Alguns afirmam que ainda há crianças apresentando sintomas e defendem uma apuração mais aprofundada para esclarecer o que realmente aconteceu.
Em um dos relatos obtidos pela reportagem, uma mãe afirmou que o filho consumiu o alimento servido na escola e passou mal, enquanto outra criança da mesma família, que não ingeriu o lanche, não apresentou sintomas. O depoimento reforça a preocupação dos pais e a cobrança por mais esclarecimentos.
Enquanto isso, o prefeito voltou a atribuir os questionamentos a motivações políticas e a criticar a imprensa por dar espaço às reclamações da população. Não é a primeira vez que problemas enfrentados pelo município e as cobranças da sociedade são tratados dessa forma.
O papel da imprensa, porém, não é divulgar apenas o que agrada aos gestores. É ouvir a população, apresentar os fatos e buscar respostas. E, neste caso, o que os pais desejam continua sendo algo simples: entender por que tantas crianças passaram mal, obter respostas claras sobre o ocorrido e ter a garantia de que seus filhos estejam seguros.
Diante disso, fica uma pergunta que continua ecoando entre as famílias: se a preocupação dos pais sempre foi a saúde dos filhos, em que momento o sofrimento de crianças que adoeceram se transformou em uma questão política?