Cidades
Mais uma polêmica: Galego da Samba é questionado por suspeita de sobrepreço em livros
Prefeito de Riachão do Dantas pagou R$ 25 mil por 100 exemplares, segundo documentos oficiais.
Por Redação LuandêFM ·

A gestão do prefeito Galego da Samba, em Riachão do Dantas, voltou ao centro das polêmicas após vir à tona um procedimento de inexigibilidade de licitação para a compra de 100 exemplares do livro “Álbum de Riachão” pelo valor total de R$ 25 mil. O custo unitário, de R$ 250, gerou forte reação pública devido à suspeita de sobrepreço, já que a obra, segundo relatos, estaria disponível no comércio local por aproximadamente R$ 150. A diferença de R$ 100 por exemplar representaria um possível sobrepreço de cerca de R$ 10 mil apenas nesse pequeno lote.
O processo administrativo justificou a dispensa de competição alegando “inviabilidade de concorrência”. Os livros seriam distribuídos a órgãos públicos, escolas, bibliotecas e instituições culturais como forma de incentivar a valorização da memória do município. No entanto, a modalidade escolhida e o valor da compra levantaram questionamentos sobre favorecimento e falta de economicidade.
As críticas à gestão não param por aí. Em abril, o prefeito criou 232 novos cargos comissionados e três novas secretarias, com impacto financeiro estimado em R$ 600 mil mensais nas contas públicas. A medida foi considerada excessiva por parte da população e por membros da oposição, que apontaram aumento injustificável da máquina administrativa.
Além disso, moradores do povoado Olhos d’Água denunciaram abandono, perseguição política e supostas retaliações a famílias que não apoiaram o grupo do prefeito. Queixas sobre falta de atuação da Secretaria de Obras, desorganização administrativa, nomeações por vínculos familiares e ausência de comando técnico em setores estratégicos também ganharam repercussão nos últimos meses.
O cenário ficou ainda mais tenso após denúncias apresentadas na Câmara Municipal envolvendo uma possível empresa fantasma que teria vencido uma licitação para fornecer instrumentos musicais a bandas marciais de um povoado. Segundo moradores, a empresa simplesmente não possuía existência real, levantando a suspeita de fraude no processo.
Informações:Revista Realce