Cidades
Mães de crianças atípicas cobram terapias para os filhos em Umbaúba
Famílias pedem mudanças na lei e a ampliação do atendimento às crianças que necessitam de terapias no município.
Por Jornalista Isabela Oliveira ·

Mães de crianças atípicas do município de Umbaúba têm se mobilizado para solicitar à gestão municipal a ampliação e a garantia do acesso às terapias para os filhos. Segundo elas, uma lei aprovada pela Câmara Municipal retirou o direito ao atendimento das crianças matriculadas em escolas particulares, impedindo que continuem sendo assistidas pelo departamento responsável pelas terapias.
As famílias afirmam que, em gestões anteriores, essa restrição não existia e que os atendimentos eram ofertados independentemente da rede de ensino. Diante da situação, buscaram apoio junto ao Ministério Público e a advogados, que, segundo relatam, defendem a alteração da legislação, para que o acesso às terapias seja ampliado e contemple todas as crianças que necessitam do acompanhamento especializado.
As mães destacam ainda que as dificuldades não atingem apenas estudantes da rede privada. Crianças matriculadas em escolas públicas também enfrentam problemas para acessar os serviços, sendo que algumas não recebem nenhuma terapia, enquanto outras têm acesso apenas a parte dos atendimentos indicados pelos profissionais de saúde.
Em busca de soluções, as famílias já recorreram a emissoras de rádio, programas de televisão e outros meios de comunicação, além de tentarem estabelecer diálogo com a gestão municipal. Elas ressaltam que a luta não tem motivação política ou pessoal, mas busca apenas garantir os direitos das crianças.
Outro ponto levantado é a interrupção dos tratamentos. De acordo com os relatos, algumas crianças conseguem realizar um número limitado de sessões e, em seguida, retornam para filas de espera, o que pode comprometer os avanços obtidos e provocar regressões no desenvolvimento.
Diante desse cenário, as mães pedem que a Prefeitura de Umbaúba amplie a oferta das terapias especializadas, assegurando atendimento para todas as crianças que necessitam do acompanhamento, independentemente da rede de ensino em que estudam, e garantindo a continuidade dos tratamentos prescritos pelos médicos.