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Mães atípicas denunciam falta de assistência para crianças em Umbaúba

Grupo relata dificuldades no acesso a terapias e cobra cumprimento de direitos garantidos por lei

Por Jornalista Isabela Oliveira ·

Imagens Equipe Luadê FM
Imagens Equipe Luadê FM

Na cidade de Umbaúba , mães atípicas do município denunciam dificuldades no acesso a tratamentos essenciais para seus filhos, como terapias e acompanhamento especializado, direitos garantidos por lei, mas que, segundo elas, não estão sendo cumpridos.

O grupo, formado atualmente por cerca de 20 mães, relata situações de sobrecarga, falta de suporte e insegurança diante da ausência de atendimento contínuo para as crianças. Muitas delas possuem diagnósticos como Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de outras condições associadas, como epilepsia e transtornos do sono.

Segundo os relatos, o atendimento oferecido é limitado. Há crianças que recebem apenas suporte pedagógico com profissionais como psicóloga, psicopedagoga e fonoaudióloga, enquanto outras sequer conseguem acesso regular a esses serviços. Em situações onde há acompanhamento, ele ocorre de forma reduzida, como atendimentos quinzenais com curta duração.

As mães também denunciam que crianças que estavam em acompanhamento acabaram perdendo o acesso ao serviço, especialmente após mudanças na rede de ensino, como a saída da escola pública para a rede particular.

Além das dificuldades no atendimento, elas destacam o impacto emocional enfrentado pelas crianças, principalmente em casos de interrupção de vínculos com cuidadores ou profissionais, o que pode gerar traumas.

O grupo afirma que já buscou diálogo com a gestão municipal, mas até o momento não obteve respostas concretas. Segundo elas, foi mencionada apenas a existência de planos futuros para a criação de uma casa de apoio voltada para pessoas com autismo no município.

Diante do cenário, as mães fazem um apelo por providências urgentes.

“Estamos pedindo socorro pelos nossos filhos. Nosso sofrimento está grande e não temos mais para onde correr”, desabafou uma das integrantes do grupo.

As famílias cobram apoio efetivo do poder público municipal e reforçam a necessidade de garantia de direitos básicos, como acesso contínuo a terapias, inclusão e acompanhamento adequado para as crianças.