Saúde
Lacen confirma circulação da “gripe K” em Sergipe; variante não é nova e vacina segue eficaz
Subclado da influenza A (H3N2) está ligado ao aumento de casos gripais no estado, mas imunização continua sendo a principal forma de proteção
Por Jornalista Isabela Oliveira ·

O Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen/SE) confirmou a circulação da chamada “gripe K” no estado. A informação foi divulgada nesta terça-feira (5), após análise de amostras com apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que identificou o subclado K da influenza A (H3N2).
Apesar da nomenclatura, especialistas esclarecem que não se trata de um novo vírus. A chamada “gripe K” é uma mutação da influenza já conhecida, classificada cientificamente como subclado J.2.4.1. Esse tipo de variação genética é considerado natural e ocorre com frequência entre vírus respiratórios.
De acordo com o superintendente do Lacen/SE, Cliomar Alves, a presença dessa variante está relacionada ao aumento de casos de síndrome gripal registrado em Sergipe e em outras regiões do país, especialmente neste período sazonal.
“Essa variante da H3N2 tem contribuído para o crescimento dos casos e já foi identificada em praticamente todo o Brasil”, explicou.
Mesmo com a circulação do subclado, a principal recomendação das autoridades de saúde segue sendo a vacinação. Segundo o Lacen, o imunizante disponibilizado na rede pública continua eficaz contra essa variante e é fundamental para evitar complicações mais graves da doença.
A população deve ficar atenta aos sintomas mais comuns, como febre, tosse, dor de garganta, coriza e mal-estar. Em caso de sinais gripais, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS).
A vacina contra a influenza está disponível nos 75 municípios sergipanos e é considerada a principal estratégia para reduzir internações e óbitos.
O Lacen/SE mantém vigilância permanente sobre vírus respiratórios em circulação no estado. O trabalho inclui desde a análise laboratorial até o sequenciamento genômico, que permite identificar variantes e acompanhar o comportamento dos vírus.
Segundo o órgão, mesmo após a liberação dos resultados, as amostras continuam sendo estudadas para ampliar o entendimento sobre a circulação viral e subsidiar ações de saúde pública.
Com informações da Fan F1