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Interrupção de evento do cantor Itamar Vira & Mexe levanta questionamentos sobre perseguição política em Tobias Barreto

Cancelamento ocorreu durante realização e gerou prejuízos e repercussão nos bastidores

Por Jornalista Isabela Oliveira ·

Imagem Reprodução/internet
Imagem Reprodução/internet

Na tarde deste domingo, o audiovisual do cantor Itamar Vira & Mexe, em Tobias Barreto, foi interrompido, gerando forte repercussão e levantando questionamentos entre participantes, organizadores e o público presente, com relatos que apontam possível motivação política no episódio.

Enquanto outro artista se apresentava e a programação seguiria até por volta das 18h, para o início da apresentação do artista principal, a agenda acabou sendo interrompida antes do previsto.

Por volta das 17h30, uma viatura da Polícia Militar, segundo informações, chegou ao local e iniciou uma conversa com um dos responsáveis pela produção. Durante o diálogo, a apresentação foi interrompida e os equipamentos de som foram desligados.

Em seguida, outra viatura chegou e estacionou em frente ao palco. No local, houve nova conversa com outro organizador e, a partir disso, foi iniciada a desmontagem da estrutura.

O cantor Itamar, que era o protagonista do evento, não chegou a se apresentar.

Segundo informações de pessoas que estavam no local, o evento teria autorização da Polícia Militar. Já em relação à Prefeitura, a liberação teria ocorrido de forma verbal, com a alegação de que estava autorizado, o que teria contribuído para o impasse. Nesse contexto, surgem questionamentos sobre a condução da autorização, já que, segundo relatos, a montagem de toda a estrutura foi permitida previamente, levantando dúvidas sobre por que a interrupção não ocorreu antes do início da montagem, evitando o avanço da organização do evento.

Ainda segundo relatos, o cancelamento teria ocorrido por motivações políticas, situação que aumentou a insatisfação entre os presentes.

O caso também levantou questionamentos entre os presentes, especialmente sobre a ausência de pessoas ligadas ao grupo do deputado Kaká Santos e de Dilson da Agripino no local. Entre as dúvidas que circularam após a interrupção, está se já havia algum tipo de conhecimento prévio sobre a possibilidade de cancelamento.

Outro ponto que chamou atenção foi o impacto direto na logística do evento. A realização do audiovisual envolvia contratação de banda, equipe técnica, estrutura de som e palco, além de diversos profissionais, o que resultou em prejuízos financeiros.

O cantor Itamar ficou impossibilitado de se apresentar, apesar de toda a preparação realizada para a gravação.

Mais do que um cancelamento, o episódio levanta questionamentos sobre limites entre gestão pública, a palavra dada e interesses políticos.