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Hamas sinaliza saída do governo de Gaza e reforça apelo por avanço do cessar-fogo

Grupo afirma que aceita transferir a administração do território para um comitê tecnocrata palestino, mas mantém posição sobre o desarmamento.

Por Jornalista Isabela Oliveira ·

Imagem Reprodução/internet
Imagem Reprodução/internet

O Hamas anunciou nesta segunda-feira (6) que está disposto a encerrar sua gestão na Faixa de Gaza e transferir a administração do território para um comitê tecnocrata palestino. A medida é vista como uma tentativa de destravar as negociações para um novo avanço no acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos.

Segundo Ismail al-Thwabta, responsável pelo Gabinete de Mídia do Governo do Hamas, a organização aceita entregar a administração civil de Gaza ao Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), conforme previsto nas negociações conduzidas pelos mediadores internacionais.

Apesar do anúncio, o grupo não mencionou a possibilidade de desarmamento, uma das principais exigências de Israel para a implementação da segunda fase do acordo de cessar-fogo. O Hamas continua rejeitando essa condição.

Na prática, a declaração não altera o cenário atual, já que o Hamas segue exercendo controle sobre as áreas da Faixa de Gaza que não estão sob ocupação das forças israelenses. Ainda assim, especialistas avaliam que o posicionamento aumenta a pressão diplomática sobre Israel para dar continuidade às negociações.

O movimento ocorre em meio aos esforços do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, avance na implementação de medidas previstas no plano de cessar-fogo. Entre elas está a criação de áreas-piloto em Gaza administradas pelo comitê tecnocrata.

Em comunicado, o Hamas também pediu que os mediadores e a comunidade internacional pressionem Israel a permitir a entrada e o funcionamento do comitê no território palestino, defendendo que a medida contribua para a reorganização administrativa e para o atendimento da população afetada pelo conflito.

Com informações da CNN.