Policial
Golpista que fingia ser engenheiro é preso após série de golpes em Aracaju
Suspeito se apresentava como representante de empresa para conseguir produtos, serviços e hospedagem sem realizar pagamentos
Por Jornalista Isabela Oliveira ·

A Polícia Civil de Sergipe prendeu, nesta quinta-feira (30), um homem investigado por aplicar uma série de golpes em Aracaju. Segundo as investigações, o suspeito se passava por engenheiro civil e representante de uma empresa para enganar comerciantes, prestadores de serviço e trabalhadores autônomos.
A prisão ocorreu durante a Operação Ponte de Papel, deflagrada pela 2ª Delegacia Metropolitana, com apoio da Divisão de Inteligência (Dipol).
De acordo com a polícia, o investigado utilizava crachás, documentos aparentemente oficiais e até uma suposta identificação militar falsa para transmitir credibilidade às vítimas. Com isso, conseguia contratar serviços e adquirir produtos alegando que os valores seriam pagos posteriormente pela empresa que dizia representar.
Após receber os serviços ou mercadorias, o homem apresentava justificativas como bloqueios bancários ou problemas administrativos e, em seguida, deixava de responder às vítimas.
O prejuízo estimado ultrapassa R$ 90 mil, envolvendo pelo menos 10 vítimas já identificadas.
Entre os casos investigados estão despesas em restaurantes, hospedagem em hotel, contratação de motorista particular, compra de aparelhos celulares, encomenda de materiais gráficos e contratação de secretária, além de outros serviços custeados por terceiros.
Segundo a Polícia Civil, há indícios de autoria e materialidade do crime de estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal, praticado de forma reiterada. Também foi constatado o rompimento de tornozeleira eletrônica.
O suspeito está à disposição da Justiça e aguarda audiência de custódia.
O nome Ponte de Papel faz referência à história usada pelo investigado para conquistar a confiança das vítimas. Ele afirmava estar em Aracaju para coordenar a construção de uma suposta ponte, narrativa utilizada para justificar hospedagem, alimentação, contratação de serviços e aquisição de produtos sem efetuar os pagamentos.
As investigações seguem em andamento para identificar possíveis novas vítimas. Informações e denúncias podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181, com garantia de sigilo.