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Fiscalização investiga trabalho escravo e tráfico de pessoas no noroeste do Rio Grande do Sul

Fiscalizações ocorreram em quatro municípios do noroeste do estado com apoio do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Federal.

Por Redação LuandêFM ·

Fiscalização investiga trabalho escravo e tráfico de pessoas no noroeste do Rio Grande do Sul

O Ministério do Trabalho e Emprego realizou uma operação de fiscalização para combater o trabalho em condições análogas à escravidão e possíveis casos de tráfico de pessoas para exploração laboral no noroeste do Rio Grande do Sul. A ação ocorreu entre os dias 2 e 5 de março e envolveu atividades em diferentes setores econômicos.

As inspeções aconteceram nos municípios de Panambi, Palmitinho, Tenente Portela e Três Passos. A operação foi coordenada pelo MTE e contou com apoio do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Federal, além da participação da Vigilância Sanitária do estado em uma das fiscalizações.

De acordo com os auditores-fiscais do trabalho, durante a operação foram identificadas irregularidades trabalhistas que agora serão analisadas e podem resultar em medidas administrativas ou judiciais por parte dos órgãos responsáveis.

Em Panambi, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em um estabelecimento voltado à recuperação de dependentes químicos. A medida foi autorizada pelo posto da Justiça do Trabalho no município após ação cautelar apresentada pelo Ministério Público do Trabalho. A investigação também envolve uma comunidade religiosa ligada à instituição.

Já em Palmitinho, a fiscalização ocorreu em uma propriedade rural dedicada à pecuária. Durante a ação, foram realizados encaminhamentos aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) das cidades de Palmitinho e Vista Alegre.

No município de Tenente Portela, a equipe investigou um possível caso de tráfico internacional de pessoas com finalidade de exploração sexual.

Em Três Passos, a fiscalização ocorreu em um estabelecimento rural voltado à atividade de avicultura.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, as ações fazem parte de uma estratégia nacional de combate a graves violações de direitos no mundo do trabalho e reforçam o compromisso do Estado brasileiro com o enfrentamento ao trabalho análogo à escravidão e outras formas de exploração laboral.

Informações: GOV/MTE
Imagem/imagens: Arquivo MTE