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EUA e Irã avançam em acordo de paz que prevê reabertura do Estreito de Ormuz

Entendimento entre os dois países ainda depende da assinatura oficial e do cumprimento de medidas ligadas ao programa nuclear iraniano

Por Jornalista Isabela Oliveira ·

Imagem Reprodução/internet
Imagem Reprodução/internet

Os governos dos Estados Unidos e do Irã anunciaram um acordo preliminar para encerrar o conflito entre os dois países e restabelecer a circulação no Estreito de Ormuz, uma das mais importantes rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo. A formalização do documento está prevista para a próxima sexta-feira (19).

Embora as negociações tenham avançado, a implementação do acordo ainda está condicionada ao cumprimento de exigências relacionadas, principalmente, às atividades nucleares do Irã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou o entendimento em publicação nas redes sociais e informou que autorizou o fim do bloqueio naval norte-americano na região.

“Por meio deste, autorizo integralmente a abertura do Estreito de Ormuz sem pedágio e, simultaneamente, autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos”, afirmou.

Pelo lado iraniano, o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, confirmou o avanço das tratativas, mas destacou que as medidas acordadas só entrarão em vigor após a assinatura oficial do documento. A previsão é que a navegação na região seja totalmente normalizada até o fim do mês, enquanto a consolidação definitiva do acordo deverá ocorrer em até 60 dias.

Segundo informações divulgadas pela CNN Internacional, o memorando estabelece que o Irã se comprometa a não desenvolver armas nucleares e aceite um novo cessar-fogo de 60 dias em diferentes frentes do conflito, incluindo o Líbano.

O texto também prevê a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, a isenção de taxas para embarcações que utilizem a rota e a retomada gradual do fluxo comercial aos níveis registrados antes da guerra. Em contrapartida, os Estados Unidos deverão suspender o bloqueio naval e promover uma flexibilização progressiva das sanções econômicas impostas ao país iraniano.

Já de acordo com a agência Reuters, o entendimento inclui o desmantelamento do programa nuclear do Irã. O acordo também estabelece que ativos financeiros iranianos atualmente bloqueados por sanções internacionais só serão liberados após o cumprimento integral dos compromissos assumidos por Teerã.

Se confirmado, o acordo poderá representar um importante passo para a estabilidade no Oriente Médio e gerar impactos positivos na economia global, especialmente no mercado de petróleo, devido à relevância estratégica do Estreito de Ormuz para o comércio internacional.

Com informações do G1