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Especialistas alertam para aumento da violência sexual contra crianças e adolescentes

Debate no programa Luandê Notícias Segunda Edição reforçou a importância da denúncia e os cuidados com os perigos da internet

Por Jornalista Isabela Oliveira ·

Imagem Reprodução
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O combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes foi tema de um importante bate-papo no programa Luandê Notícias Segunda Edição, apresentado por Anailton Fernandes.

A edição contou com a participação de Mailson, da advogada do CREAS Ana Léia e da assistente social Valéria. Durante a conversa, os convidados destacaram a importância da conscientização e do enfrentamento à violência sexual infantil.

Os especialistas também falaram sobre a campanha Maio Laranja, criada para chamar atenção da sociedade para os crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes.

Uma das profissionais fez referência ao caso Araceli, ocorrido em Vitória, no Espírito Santo, na década de 1970. O crime chocou o país e se tornou símbolo da luta pelos direitos das crianças e adolescentes.

A partir desse caso, foi instituída a Lei Federal nº 9.970/2000, que criou o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio.

Outro ponto debatido foram os números preocupantes da violência sexual. Segundo dados apresentados durante o programa, somente na Bahia, em 2025, foram registrados, em média, 11 casos diários de abuso, exploração sexual ou importunação sexual.

O dado mais alarmante é que a maioria das vítimas era formada por crianças e adolescentes.

Durante o bate-papo, os participantes também alertaram para os riscos presentes na internet. O acesso cada vez mais cedo aos celulares e redes sociais acaba expondo crianças e adolescentes à ação de criminosos.

Segundo os convidados, muitos abusadores utilizam perfis falsos para conquistar a confiança das vítimas antes de cometer os crimes.

“O problema é justamente a confiança. Muitas vezes, a criança acredita estar conversando com alguém conhecido, sem imaginar quem realmente está por trás da tela”, destacaram.

A entrevista também reforçou a importância da atuação conjunta entre famílias, escolas, Conselho Tutelar e órgãos de proteção.

Casos de abuso e exploração sexual podem ser denunciados anonimamente através do Disque 100 ou diretamente às autoridades competentes.