Política
Escultor sergipano é condenado a 87 anos de prisão por morte de quatro jovens em Arapiraca
Regivaldo da Silva Santana, conhecido como Giba, foi responsabilizado pelos homicídios e pela ocultação dos corpos; outros dois réus também foram condenados
Por Jornalista Isabela Oliveira ·

O escultor sergipano Regivaldo da Silva Santana, conhecido como “Giba”, foi condenado a 87 anos e quatro meses de prisão pela morte de quatro jovens em Arapiraca, no Agreste de Alagoas. A sentença foi definida pelo Tribunal do Júri após o julgamento do caso, ocorrido nesta semana.
As vítimas foram Letícia da Silva Santos, de 20 anos; Lucas da Silva Santos, de 15; Joselene de Souza Santos, de 17; e Erick Juan de Lima Silva, de 20. Segundo as investigações, os quatro foram mortos em abril de 2024 e tiveram os corpos ocultados em um poço localizado em uma propriedade rural onde Giba residia. Os cadáveres foram encontrados dias depois.
Além de Giba, Wesley Santana Sá e Adriano Santos Lima também foram julgados por participação na ocultação dos cadáveres. Cada um recebeu pena de um ano e seis meses de prisão, além de multa. O Ministério Público informou que pretende recorrer das penas aplicadas aos dois réus.
Durante a investigação, Regivaldo apresentou uma versão de que teria agido em legítima defesa. A apuração policial, porém, reuniu outros elementos sobre o caso, incluindo imagens de câmeras de segurança e depoimentos, que foram apresentados durante o processo. A acusação sustentou que as vítimas foram surpreendidas e não tiveram possibilidade de defesa.
O crime aconteceu em 13 de abril de 2024 e teve grande repercussão após a localização dos quatro corpos. Com a decisão do Tribunal do Júri, Giba foi responsabilizado pelos homicídios e pela ocultação das vítimas, enquanto as condenações dos outros dois envolvidos ainda poderão ser modificadas após a análise dos recursos.