Portal Luandê Notícias

Sergipe

Entre a luta diária e a solidariedade, mães se unem para apoiar crianças com traqueostomia

Iniciativa chama atenção para a necessidade de maior assistência especializada e um olhar mais sensível do poder público às crianças com doenças respiratórias

Por Redação LuandêFM ·

Entre a luta diária e a solidariedade, mães se unem para apoiar crianças com traqueostomia

A rotina de mães de crianças traqueostomizadas é marcada por cuidados intensos e contínuos. Essas crianças dependem diariamente de insumos como aspiradores, sondas, luvas estéreis, gazes, soro fisiológico e oxigênio, materiais que precisam ser trocados com frequência e não podem ser reutilizados, sob risco à saúde.

Diante das dificuldades enfrentadas, uma mãe sergipana passou a atuar por meio de um grupo, onde compartilha informações, orientações e conhecimento com outras mulheres que vivem a mesma realidade. O grupo reúne mães de Sergipe e de outros estados, promovendo troca de informações, acolhimento e solidariedade.

Mais do que a troca de experiências na luta diária, o grupo busca dar visibilidade à doença, ainda pouco conhecida para muitas mães, e à falta de orientação enfrentada por elas, que muitas vezes não sabem como recorrer ao sistema de saúde ou garantir os cuidados necessários para os filhos.

A situação evidencia uma realidade enfrentada em diversos municípios do país. Em Tobias Barreto, por exemplo, há profissionais de fisioterapia na rede pública, mas não existe atendimento especializado em fisioterapia respiratória, essencial para crianças com traqueostomia e outras doenças pulmonares. Com isso, muitas famílias acabam ficando sem o tratamento adequado.

O cenário se agrava com o aumento de casos de bronquiolite, que tem levado muitas crianças a necessitarem de acompanhamento respiratório diário. Sem assistência adequada, algumas mães acabam reaproveitando materiais que deveriam ser descartados, devido à falta de acesso aos insumos necessários.

A iniciativa das mães reforça a importância de um assistencialismo mais efetivo na saúde pública, especialmente para crianças com doenças respiratórias. O grupo faz um apelo por sensibilidade, informação e ampliação dos serviços especializados, para que essas famílias não enfrentem sozinhas uma luta que precisa ser compartilhada com o poder público.