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Enquanto ataca o Estado, Valmir de Francisquinho deixa Itabaiana endividada e sem crédito

Município acumula mais de R$ 111 milhões em dívidas, tem nota fiscal baixa e enfrenta dificuldades para investir em áreas essenciais

Por Jornalista Isabela Oliveira ·

Imagem Reprodução/internet
Imagem Reprodução/internet

Declarações recentes do ex-prefeito Valmir de Francisquinho com críticas à situação financeira do Estado têm gerado repercussão. No entanto, os dados fiscais do município de Itabaiana revelam um cenário que contrasta com o discurso apresentado.

Informações apontam que Itabaiana acumula mais de R$ 111 milhões em restos a pagar despesas já assumidas pela gestão pública, mas que ainda não foram quitadas. O número é considerado elevado e indica pressão significativa sobre as contas do município.

Além disso, a cidade possui nota Capag-C, classificação atribuída pelo Tesouro Nacional que mede a capacidade de pagamento de estados e municípios. Esse nível é considerado baixo e impede que o município contraia novos empréstimos com garantia da União, limitando investimentos em áreas essenciais.

Na prática, o cenário fiscal dificulta a execução de políticas públicas e impacta diretamente setores como saúde, educação e infraestrutura, frequentemente apontados pela população como áreas que necessitam de melhorias.

Enquanto isso, o Estado de Sergipe apresenta nota Capag-A, a mais alta da escala, indicando equilíbrio nas contas públicas e maior capacidade de investimento.

A comparação entre os dados reforça o debate sobre discurso político e a realidade.