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Delegado Daniel Mattos explica como a Operação Cerberus desarticulou grupo criminoso em Tobias Barreto

Investigação iniciada em 2023 resultou no cumprimento de 12 mandados de prisão, apreensão de armas, drogas e celulares, além da atuação integrada das forças de segurança em Sergipe e na Bahia.

Por Jornalista Isabela Oliveira ·

Imagem Reprodução/internet
Imagem Reprodução/internet

O delegado Daniel Mattos apresentou, nesta quinta-feira (24), um balanço da segunda fase da Operação Cerberus, deflagrada pela Polícia Civil de Sergipe com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas na região de Tobias Barreto.

Segundo o delegado, a operação é resultado de um trabalho de inteligência iniciado em 2023. Desde o início das investigações, diversas prisões em flagrante foram realizadas, além da apreensão de dezenas de quilos de entorpecentes. Nesta nova etapa, o foco foi desarticular de forma definitiva a estrutura criminosa que atuava na região.

Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça. As ações ocorreram nos municípios de Tobias Barreto, Boquim, Areia Branca e São Cristóvão, em Sergipe, além de Alagoinhas, na Bahia.

Durante a operação, as equipes apreenderam três armas de fogo, quase um quilo de entorpecentes e diversos aparelhos celulares, que serão periciados e utilizados para dar continuidade às investigações.

O delegado também informou que, durante o cumprimento dos mandados, três investigados reagiram à abordagem policial, efetuando disparos contra as equipes. Houve revide, os suspeitos foram socorridos ao hospital, mas não resistiram aos ferimentos.

Daniel Mattos ressaltou que a atuação da Polícia Civil ocorreu dentro da legalidade e destacou a integração entre as forças de segurança como fator decisivo para o êxito da operação.

A Operação Cerberus foi coordenada pela Delegacia Regional de Tobias Barreto, com apoio das Delegacias Regionais de Itabaiana, das Delegacias Municipais de Boquim, Itabaianinha e Alagoinhas (BA), além da Polícia Militar de Sergipe, por meio do 11º Batalhão (11º BPM), e da Polícia Penal de Sergipe. As investigações continuam para identificar e responsabilizar outros envolvidos na organização criminosa.