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Calendário eleitoral começa a pressionar partidos e pré-candidatos para as eleições de 2026

Cronograma definido pela Justiça Eleitoral estabelece prazos decisivos para eleitores, partidos e candidatos antes da disputa de outubro

Por Redação LuandêFM ·

Calendário eleitoral começa a pressionar partidos e pré-candidatos para as eleições de 2026

O calendário das eleições de 2026, definido pelo Tribunal Superior Eleitoral, já começa a influenciar diretamente o cenário político brasileiro. As datas estabelecidas pelo cronograma oficial determinam quando partidos devem se reorganizar, quando pré-candidaturas precisam se consolidar e quais são os prazos para que os eleitores regularizem sua situação junto à Justiça Eleitoral.

A eleição marcada para outubro de 2026 definirá os ocupantes de cargos importantes no país, como presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Com isso, o calendário eleitoral passa a orientar decisões políticas e administrativas que afetam tanto os candidatos quanto o eleitorado.

Para os eleitores, uma das datas mais relevantes é 6 de maio. Até esse dia, quem precisa emitir o título de eleitor, transferir o local de votação ou atualizar dados cadastrais deve procurar a Justiça Eleitoral. Após esse prazo, o cadastro será fechado para novas solicitações, o que pode impedir a participação de quem não estiver com a situação regularizada.

No campo político, algumas regras já começaram a valer desde o início do ano. Entre elas está a obrigatoriedade de registro prévio de pesquisas eleitorais e restrições à distribuição gratuita de bens ou benefícios por parte da administração pública, salvo exceções previstas na legislação. Essas medidas buscam evitar o uso da estrutura do poder público com finalidade eleitoral.

Outro momento importante é a chamada janela partidária, período que permite a deputados federais, estaduais e distritais mudarem de partido sem perder o mandato. A janela foi aberta no início de março e segue até 3 de abril, sendo tradicionalmente considerada um termômetro das articulações políticas e das alianças que começam a se formar para o pleito.

Logo em seguida, outra data considerada decisiva no calendário é 4 de abril. Até esse prazo, quem pretende disputar as eleições deve ter filiação partidária confirmada e domicílio eleitoral na região onde pretende concorrer. O mesmo prazo também vale para a chamada desincompatibilização, que obriga ocupantes de determinados cargos públicos a se afastarem das funções para poder disputar as eleições.

A partir do segundo semestre, o processo eleitoral entra em uma fase mais intensa. As convenções partidárias, momento em que os partidos oficializam seus candidatos, ocorrerão entre 20 de julho e 5 de agosto. Já o prazo final para registro das candidaturas termina em 15 de agosto.

No dia 16 de agosto terá início oficialmente a propaganda eleitoral nas ruas e na internet. A propaganda gratuita no rádio e na televisão, por sua vez, está prevista para ocorrer entre 28 de agosto e 1º de outubro, período em que os candidatos passam a apresentar suas propostas diretamente ao eleitorado.

Além das datas relacionadas à campanha, o calendário também inclui etapas técnicas voltadas à segurança do processo eleitoral. Entre elas estão procedimentos de auditoria e lacração dos sistemas eletrônicos utilizados na votação e na totalização dos resultados.

O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro de 2026. Caso haja necessidade, o segundo turno ocorrerá no dia 25 de outubro. A diplomação dos candidatos eleitos deverá acontecer até 18 de dezembro.

Uma mudança importante prevista para este ciclo eleitoral é a alteração na data de posse dos eleitos. Pela primeira vez, o presidente da República tomará posse em 5 de janeiro de 2027, enquanto os governadores assumirão os cargos no dia seguinte, 6 de janeiro.

As regras fazem parte de um conjunto de 14 resoluções aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral para regulamentar o processo eleitoral. O pacote inclui normas sobre propaganda política, registro de candidaturas, prestação de contas, fiscalização e uso de tecnologias, incluindo atualizações relacionadas ao uso de inteligência artificial nas campanhas.

Segundo o relator das normas no tribunal, o ministro Nunes Marques, o objetivo é garantir maior segurança jurídica e equilíbrio na disputa. Já a presidente do tribunal, a ministra Cármen Lúcia, destacou que o trabalho buscou tornar as regras mais claras e transparentes para partidos, candidatos e eleitores.