Brasil
Brasil reforça vacinação e vigilância contra o sarampo após aumento de casos nas Américas
Ministério da Saúde intensificou ações para evitar a circulação do vírus no país diante do avanço da doença nos Estados Unidos
Por Jornalista Isabela Oliveira ·

O Brasil ampliou as medidas de vigilância e vacinação contra o sarampo diante do aumento de casos nas Américas. A preocupação ocorre após os Estados Unidos registrarem o maior surto da doença em mais de 35 anos. Segundo a OPAS, mais de 95% dos casos confirmados no continente em 2026 estão concentrados em cinco países: Estados Unidos, Guatemala, México, Peru e Canadá.
Apesar do cenário internacional, o Brasil continua sem circulação endêmica do vírus. Até o início de outubro, foram registrados 52 casos importados, sendo 41 em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro. Para evitar a transmissão comunitária, equipes do SUS realizam busca ativa, monitoramento de contatos e bloqueio vacinal.
Entre as medidas adotadas estão a intensificação da vacinação e ações especiais em regiões de fronteira e áreas de grande circulação. Mais de 3,8 milhões de doses foram aplicadas em São Paulo e cerca de 192 mil no Amazonas ao longo do ano. Também é utilizada a chamada Dose Zero, indicada para crianças de 6 a 11 meses em regiões com registros de casos importados.
O Brasil recuperou, em novembro de 2024, o status de país livre da circulação endêmica do sarampo. Dados da OMS e do Unicef mostram ainda uma melhora na vacinação infantil: o número de crianças sem nenhuma dose de vacinas essenciais caiu de aproximadamente 360 mil, em 2023, para cerca de 50 mil em 2025. A cobertura da primeira dose da tríplice viral chegou a 93,10% no ano passado.
O Ministério da Saúde reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção contra a doença. A tríplice viral está disponível gratuitamente nas unidades do SUS, e a recomendação é que pessoas com o esquema vacinal atrasado procurem um posto de saúde para atualizar a caderneta, principalmente antes de viagens internacionais.