Política
Bolsonaro alega paranoia por interação de remédios em audiência; defesa pede prisão domiciliar humanitária
Juíza homologou o cumprimento da prisão preventiva e afirmou não haver irregularidades na atuação dos policiais.
Por Redação LuandêFM ·

Após passar por audiência de custódia na tarde deste domingo, 23, o ex-presidente Jair Bolsonaro teve o cumprimento do mandado de prisão homologado pela juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino. A magistrada destacou em sua decisão que não houve qualquer abuso ou irregularidade por parte dos policiais responsáveis pela custódia.
Durante a audiência, Bolsonaro admitiu ter mexido na tornozeleira eletrônica e justificou o comportamento dizendo ter passado por um episódio de “paranoia” entre sexta e sábado devido à interação entre medicamentos receitados por médicos diferentes. Os fármacos citados são a Pregabalina, de uso anticonvulsivante, e a Sertralina, antidepressivo. Ele afirmou que, ao recuperar a lucidez, interrompeu o uso do ferro de solda e comunicou os agentes responsáveis pela vigilância.
No depoimento, Bolsonaro declarou que estava em casa acompanhado da filha, do irmão e de um assessor, mas que nenhum deles presenciou o momento em que ele utilizou o ferro de solda. A versão apresentada também sustenta que não houve intenção de fuga nem rompimento da cinta do equipamento eletrônico.
A defesa do ex-presidente enviou nova manifestação ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando que seja apreciado o pedido de prisão domiciliar humanitária. Os advogados Celso Vilardi, Daniel Tesser e Paulo Bueno alegam que o episódio envolvendo a tornozeleira reflete apenas o agravamento do estado de saúde de Bolsonaro, influenciado pela combinação dos medicamentos.
Bolsonaro está preso preventivamente desde sábado, 22. Na decisão que decretou a prisão, Moraes mencionou risco de fuga, citando a tentativa de violação da tornozeleira e a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) próximo à residência onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar.
A defesa reforça que, apesar de ter manuseado o ferro de solda, Bolsonaro não tentou retirar o equipamento e colaborou com a substituição da tornozeleira eletrônica.
Com informações da Agência Brasil.