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Saúde

Boletim da Fiocruz aponta aumento de casos de síndrome respiratória grave em Sergipe

Levantamento considera a semana epidemiológica entre 22 e 28 de fevereiro

Por Redação LuandêFM ·

Boletim da Fiocruz aponta aumento de casos de síndrome respiratória grave em Sergipe

O estado de Sergipe está entre as unidades da federação que registraram crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Os dados fazem parte do mais recente levantamento divulgado pelo Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do boletim InfoGripe, referente à semana epidemiológica 8, que compreende o período de 22 a 28 de fevereiro.

De acordo com o relatório, o aumento nas hospitalizações está associado principalmente à circulação de vírus respiratórios. Entre eles, destacam-se o rinovírus em crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em bebês com menos de dois anos e a Influenza A, que tem atingido jovens, adultos e idosos.

O levantamento também mostra que a maioria dos estados brasileiros apresentou tendência de crescimento nos registros de SRAG. Apenas Roraima, Tocantins, Espírito Santo e Rio Grande do Sul não apontaram aumento no período analisado. Entre os estados com níveis considerados de alerta, risco ou alto risco estão Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Maranhão e Sergipe.

Em todo o país, já foram contabilizados 14.370 casos de SRAG em 2026. Desse total, 5.029 tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório, enquanto 6.193 foram descartados. Outros 2.073 casos ainda aguardam confirmação laboratorial.

Em Sergipe, dados da Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe indicam que, entre 4 de janeiro e 28 de fevereiro deste ano, foram registrados 332 casos da síndrome e cinco mortes. Entre os óbitos, três ocorreram entre crianças ou adolescentes.

Entre os casos confirmados no estado, a distribuição dos vírus mostra predominância do rinovírus, responsável por cerca de 40% das ocorrências. Também foram identificados casos relacionados à Influenza A (20%), Influenza B (1,7%), vírus sincicial respiratório (13,6%) e COVID-19, causada pelo vírus SARS-CoV-2, que corresponde a aproximadamente 17% das confirmações.