Portal Luandê Notícias

Saúde

Anvisa vai monitorar efeitos colaterais de canetas emagrecedoras

Plano de farmacovigilância ativa deve ampliar acompanhamento do uso dos medicamentos no país

Por Jornalista Isabela Oliveira ·

Imagem Reprodução/internet
Imagem Reprodução/internet

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta quarta-feira (6), a criação de um Plano de Farmacovigilância Ativa para monitorar possíveis efeitos adversos associados ao uso das chamadas “canetas emagrecedoras”.

A medida surge diante do aumento do consumo desses medicamentos, muitas vezes utilizados fora das indicações previstas em bula. A proposta é mudar a forma de acompanhamento, passando de um modelo baseado apenas em notificações voluntárias para um sistema de monitoramento ativo, em parceria com unidades de saúde.

O foco do plano são os medicamentos agonistas do receptor do GLP-1 (glucagon-like peptide-1), conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, usados no tratamento de diabetes e obesidade.

Segundo o diretor da Anvisa, Thiago Lopes Cardoso Campos, a iniciativa responde ao crescimento expressivo do uso no país e ao aumento de registros de complicações. Entre 2018 e março de 2026, foram contabilizadas 2.965 notificações de eventos adversos, com maior concentração em 2025, especialmente envolvendo a substância semaglutida.

O monitoramento contará com apoio da Rede Sentinela, formada por hospitais, instituições de ensino e pesquisa, serviços de assistência farmacêutica e laboratórios. Também integra a ação a Rede da HU Brasil (antiga Ebserh), que reúne hospitais universitários em todo o país.

Com informações da Agência Brasil