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Anvisa suspende lotes de medicamento para o coração e determina retirada de produtos irregulares do mercado

Resolução também proíbe a comercialização de fitoterápicos, suplementos e oxigênio medicinal fabricados em desacordo com as normas sanitárias

Por Jornalista Isabela Oliveira ·

Imagem Reprodução/internet
Imagem Reprodução/internet

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta quinta-feira (2), a Resolução nº 2.600/2026, que determina a suspensão da comercialização e o recolhimento de diversos medicamentos, fitoterápicos, suplementos alimentares e oxigênio medicinal após identificar falhas de qualidade e irregularidades sanitárias.

Entre as medidas, a Anvisa suspendeu quatro lotes de um medicamento injetável utilizado no tratamento da insuficiência cardíaca, fabricado pela Hypofarma – Instituto de Hypodermia e Farmácia Ltda. Segundo a agência, os lotes apresentaram alterações na coloração, formação de precipitados, partículas suspensas e cristalização, comprometendo a qualidade do produto.

Os lotes afetados são: 25071640, 25071641, 24071684 e 24092132.

Além disso, a Anvisa proibiu a fabricação, comercialização, distribuição e divulgação dos produtos Lipodrene, Tribulus Terrestris, Stimerex ES, Ostarine e Cardarine, produzidos pela Primenutri Comércio Virtual Ltda., por irregularidades relacionadas à autorização sanitária.

A resolução também alcança a BG Cryo Indústria de Gases Ltda., responsável pela fabricação de oxigênio medicinal sem o devido licenciamento sanitário, determinando a suspensão das atividades relacionadas ao produto.

A Anvisa ainda determinou o recolhimento de diversos fitoterápicos e suplementos comercializados sem registro ou notificação obrigatória, além de produtos fabricados por empresas sem autorização de funcionamento.

Entre as empresas atingidas está a Supra Ervas Bebidas e Alimentos Ltda., que teve proibida a fabricação, venda, distribuição e divulgação de todos os lotes de dezenas de extratos concentrados das linhas Bios 7 e Supraervas, incluindo produtos à base de aloe vera, ginseng, valeriana, cúrcuma, gengibre, hibisco, centella asiática, castanha-da-índia, cavalinha, sene, unha-de-gato e maca peruana, entre outros.

A medida também atinge a Segredos da Terra Cristais Ltda., fabricante da linha Greenora, que teve diversos produtos proibidos, entre eles suplementos e fitoterápicos como cartilagem de tubarão, cogumelo-do-sol, berberina, óleo de copaíba, ginkgo biloba, alcachofra, passiflora, mulungu, centella asiática, castanha-da-índia e outros compostos naturais.

De acordo com a Anvisa, as medidas têm como objetivo proteger a saúde da população, impedindo a circulação de produtos que não atendem aos requisitos de qualidade, segurança e regularização exigidos pela legislação sanitária brasileira.