Política
União Progressista monta “grupo da morte” em Sergipe
Disputa por vagas na Alese promete baixas de peso em 2026
Por Redação LuandêFM ·

A formação da federação União Progressista em Sergipe criou um cenário que, nas rodas políticas, já ganhou um apelido tão dramático quanto preciso: o “grupo da morte”. O chapão montado para a disputa de vagas na Assembleia Legislativa em 2026 reúne tantos nomes fortes que a previsão majoritária entre analistas é direta — haverá quem faça 25 mil votos, vá bem… e mesmo assim não se eleja.
A federação se tornou, nos últimos meses, um imã de lideranças relevantes. Parte disso decorre da movimentação do deputado federal Gustinho Ribeiro, que, buscando novo espaço político, reorganizou sua base e acabou fortalecendo de forma decisiva a chapa federal da União Progressista. Com Gustinho, o grupo ganhou musculatura nacional e passou a atrair nomes competitivos também para a disputa estadual.
No front da ALESE, o desenho atual impressiona pela densidade. Estão confirmados no chapão Cristiano Cavalcante, Marcelo Sobral, Kaká Santos e Luciano Pimentel — todos com histórico eleitoral expressivo e estruturas consistentes. Mas foi a chegada de Hilda Ribeiro, ex-prefeita de Lagarto, que elevou a temperatura interna. Hilda leva consigo não apenas a popularidade construída durante sua gestão, mas também o respaldo de uma estrutura familiar poderosa: o apoio do marido Gustinho Ribeiro e o da sogra, a deputada estadual Áurea Ribeiro.
E o fluxo de reforços não deve parar por aí. Os bastidores apontam que Pato Maravilha e Lidiane Lucena estão a poucos passos de também integrar o bloco, empurrando o chapão para um nível de competitividade raramente visto em Sergipe.
A análise entre especialistas e comentaristas políticos converge para um diagnóstico firme: esta pode ser uma das disputas mais ferrenhas da história política do estado. O cálculo é simples — e cruel. Com tantos puxadores de voto concentrados na mesma federação, o resultado deve produzir inevitáveis dramas eleitorais, com candidatos que, em qualquer outro partido, seriam eleitos com folga, mas que agora correrão risco real de amargar um “bateu na trave”.
Daí a comparação com a Copa do Mundo: a União Progressista montou nada menos que um grupo da morte, em que cada voto pode redefinir o mapa político sergipano. A previsão mais repetida nas conversas reservadas é que a eleição terá emoção até o último minuto da contagem, e o eleitor pode se preparar para manchetes do tipo “foi bem votado, mas não se elegeu”.
Embora existam favoritos naturais pela força de suas bases, o consenso é que o cenário é de extrema dificuldade e imprevisibilidade. O chapão que deveria assegurar maior competitividade coletiva pode, paradoxalmente, transformar a disputa em um campo minado para seus próprios integrantes.
E, a cada novo nome confirmado, cresce a sensação de que 2026 reservará à União Progressista uma equação quase insolúvel: muitos candidatos fortes — fortes até demais — para poucas cadeiras disponíveis.