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Trump avalia assumir controle do Estreito de Hormuz após provocações do Irã

Declarações do presidente dos Estados Unidos elevam tensão no Oriente Médio e repercutem no mercado internacional de petróleo

Por Redação LuandêFM ·

Trump avalia assumir controle do Estreito de Hormuz após provocações do Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou que está considerando assumir o controle do Estreito de Hormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta para o transporte de petróleo. A declaração foi feita dias depois de autoridades militares do Irã desafiarem os norte-americanos a enviarem embarcações para escoltar navios petroleiros na região.

Em entrevista à emissora CBS News, Trump disse que ainda está analisando a possibilidade de controlar o estreito. Segundo ele, apesar das tensões, a passagem segue aberta para embarcações. A emissora, no entanto, relatou que o fluxo de navios comerciais está bastante reduzido por causa do clima de instabilidade na área.

Durante a entrevista, o presidente norte-americano também fez declarações duras contra o governo iraniano e afirmou que os Estados Unidos têm capacidade para agir com força caso considerem necessário. Trump chegou a afirmar que qualquer atitude hostil do Irã poderia ter consequências graves para o país.

Horas depois, em seu clube de golfe localizado na Flórida, o líder norte-americano declarou que acredita que o conflito com o Irã está próximo de terminar. Ele afirmou ainda que o país do Oriente Médio estaria com sua capacidade militar enfraquecida, citando problemas na marinha, nas comunicações e na força aérea, além da dispersão de mísseis e da destruição de drones e de fábricas relacionadas ao equipamento.

Enquanto isso, a Guarda Revolucionária Islâmica anunciou que navios de países árabes e europeus poderão atravessar o estreito a partir de agora, desde que essas nações rompam relações diplomáticas com Israel e com os Estados Unidos. A informação foi divulgada pela emissora estatal iraniana IRIB.

Mesmo com a tensão política e militar, os mercados reagiram às declarações de Trump sobre uma possível redução do conflito. O preço do barril de petróleo do tipo Brent crude oil apresentou queda e chegou a ser negociado a cerca de 87 dólares, após ter se aproximado da marca de 120 dólares em meio às preocupações com a escalada da crise.

O Estreito de Hormuz é considerado um dos principais corredores energéticos do mundo. A passagem marítima conecta o Golfo Pérsico ao Mar da Arábia e ao oceano aberto, sendo fundamental para o transporte global de petróleo. Qualquer ameaça à navegação na região costuma provocar impactos imediatos no mercado internacional de energia.

Nos últimos dias, autoridades iranianas também comentaram a possibilidade de restringir o tráfego marítimo caso o conflito se intensifique. O ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, declarou à NBC News que Teerã não pretende fechar a passagem neste momento, mas que todas as opções continuam sendo avaliadas se a guerra avançar.

A tensão aumentou ainda mais após relatos de que a marinha da Guarda Revolucionária teria realizado um ataque com drones contra o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln. A versão foi divulgada pela agência iraniana Tasnim News Agency, que afirmou que a embarcação teria deixado a região após a ação.

Segundo o governo iraniano, o porta-aviões estaria se aproximando da fronteira marítima do país com o objetivo de monitorar o Estreito de Hormuz. O navio militar é movido por propulsão nuclear e possui histórico de atuação em conflitos como a Guerra do Golfo, em 1991, a guerra no Afeganistão, em 2001, e a invasão do Iraque, em 2003.

Os Estados Unidos, no entanto, negaram que o ataque tenha ocorrido. Um representante do Departamento de Defesa afirmou à agência Agence France-Presse que as informações divulgadas pelo Irã não correspondem à realidade.